Londres surge em segundo lugar, logo após Tóquio, com um preço médio de 5,54 dólares (4,71 euros) por matcha latte, aproximadamente um dólar acima da capital japonesa. Apesar do custo, a cidade mantém-se altamente competitiva graças à qualidade e diversidade dos seus cafés independentes, pilares de uma cultura urbana criativa e vibrante.
Já Tóquio alia tradição e modernidade, ao conjugar o legado das casas de chá com um quotidiano altamente tecnológico, criando um ecossistema onde inovação e bem-estar se equilibram.
Os preços variam significativamente entre as 12 cidades analisadas, desde 3,61 dólares (3,07 euros) em Pequim até 6,21 dólares (5,28 euros) em Nova Iorque. De acordo com a Savills, a capital japonesa lidera não apenas pela acessibilidade, mas também pela capacidade de unir valor cultural e dinamismo contemporâneo.
Os resultados integram a mais recente edição da série Tech Cities da Savills, que analisa os elementos que tornam uma cidade mais liveable, capaz de oferecer espaços onde os profissionais de tecnologia podem trabalhar, conviver e trocar ideias, seja com uma bebida quente ou fria na mão.
Estilo de vida, bem estar e talento tech
De acordo com a Savills, a cultura de café e de matcha passou a desempenhar um papel central nas cidades tecnológicas, criando espaços de convívio e de troca de ideias entre jovens profissionais. O matcha latte ganhou popularidade junto deste público pela combinação de sabor, energia equilibrada e uma perceção de bem estar associada a rotinas mais conscientes. Esta preferência reflete a crescente valorização, no setor tecnológico, de hábitos que promovem saúde, foco e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Esta dinâmica reflete se também na forma como as cidades se posicionam para atrair e reter talento tecnológico. Charlotte Rushton, Associate Research Analyst da Savills, comenta: “O Matcha Index evidencia um padrão claro: as cidades tecnológicas que conseguem combinar estilo de vida e inovação tendem a prosperar. Embora o índice possa parecer lúdico, reflete uma verdade essencial: culturas de café vibrantes, sejam centradas no expresso ou no matcha, são fundamentais para a qualidade de vida urbana e para a interligação social dos modernos hubs tecnológicos.”