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Lisboa sobe 97 posições no Resilient Cities Index da Savills e reforça o lugar entre as cidades europeias mais atrativas para investimento

Capital passa para o 116.º lugar e reforça a posição junto de investidores internacionais, num contexto de valorização das cidades do sul da Europa

Lisboa ocupa o 116.º lugar no novo Resilient Cities Index, da Savills, depois de subir 97 posições face a 2024, aproximando‑se do top 100 global. A evolução reflete o aumento do investimento imobiliário, sobretudo de capital internacional, e um contexto de crescimento económico e migratório mais favorável.

Tendências globais do índice

O Resilient Cities Index é liderado por Nova Iorque, Tóquio, Londres e Seul, com São Francisco a subir à quinta posição, depois do oitavo lugar em 2024. Segundo a Savills, as grandes cidades globais mantêm a liderança, mas a mudança mais relevante acontece nas posições intermédias do índice, com várias cidades de média dimensão a ganhar terreno.

As cidades de Espanha, Itália, Portugal e Grécia, concentradas sobretudo no meio da tabela, registam em conjunto uma subida média de 36 lugares desde 2024. No caso espanhol, Madrid passa para 34.º lugar e Barcelona para 47.º, impulsionadas por turismo em máximos históricos, uma economia de serviços de maior valor acrescentado e níveis de desemprego abaixo da média europeia.

Lisboa em foco

A capital destaca-se nesta edição do Resilient Cities Index ao passar da 213.ª posição, em 2024, para a 116.ª em 2026, um salto de 97 lugares em dois anos. De acordo com a análise da Savills, esta evolução resulta da conjugação de vários fatores: maior investimento imobiliário, com destaque para capital transfronteiriço, melhoria da posição das universidades em rankings internacionais, crescimento do PIB e uma dinâmica migratória positiva.

Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills Portugal, sublinha o impacto desta subida no mercado imobiliário da capital: “Esta evolução confirma a trajetória de crescimento que o mercado imobiliário de Lisboa tem vindo a demonstrar nos últimos anos, reforçando a cidade como um dos destinos mais atrativos da Europa para investimento, em estreita ligação com a dinâmica do turismo. Este posicionamento reflete também uma modernização consistente da cidade e uma mudança nas prioridades: hoje, o verdadeiro luxo é qualidade de vida, tempo e proximidade à natureza e segurança, fatores que Lisboa oferece de forma mais equilibrada do que muitas grandes metrópoles.”

Apesar da forte progressão, Lisboa continua ligeiramente abaixo do top 100, em linha com a dimensão da cidade à escala global. A subida no índice está a colocá-la no radar de mais investidores e empresas, reforçando o peso de Lisboa no grupo das cidades europeias de média dimensão.

Paul Tostevin, Head of Savills World Research, nota que, embora o topo do índice se mantenha relativamente estável, com as grandes cidades a sustentar o crescimento, as tendências mais interessantes surgem nas posições intermédias. “Vemos várias cidades de média dimensão a adaptar-se rapidamente à mudança económica, tecnológica e ambiental e a traduzir isso em melhorias claras de desempenho e perspetivas de crescimento”, conclui.

Para os investidores imobiliários, o índice sinaliza mercados onde os investimentos têm maior probabilidade de se manterem seguros e de crescer no futuro. Para as empresas, identifica cidades em que a procura por bens e serviços tende a ser mais resiliente e em que a base de talento oferece maior estabilidade, fatores centrais nas decisões de localização.

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