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Mercados Multifamiliar, Senior Living e Residências de Estudantes com Potencial de Investimento

De acordo com um novo estudo da Savills, o investimento em alternativas residenciais está a aumentar. Com um volume global de investimento de 223 mil milhões de dólares, excedeu todo o investimento global de retalho e industrial registado no ano 2017.

Os volumes globais de investimento em residências de estudantes registaram um aumento de 87% nos últimos cinco anos. A maturidade dos mercados do Reino Unido e dos Estados Unidos, aliada à baixa oferta e à elevada procura por alojamento PBSA, indicam que as cidades do sul da Europa oferecem as oportunidades mais fortes para novos investimentos neste setor no ano 2019. Mas também a necessidade global de alojamento multifamiliar, os segmentos de Co-living e Senior Living oferecem igualmente boas oportunidades e são classes de ativos particularmente subinvestidas no Reino Unido.

No seu relatório Global Living, a consultora imobiliária internacional menciona que a oferta de alojamento para estudantes é mais alta no Reino Unido, onde 27% de todos os estudantes podem ser acomodados, e mais baixa no sul da Europa. Na Itália, o quarto maior mercado estudantil da Europa, a taxa de oferta nacional é inferior a 5%. Analisando os dados disponibilizados pela StudentMarketing - um fornecedor independente de investigação e dados relativos a alojamento para estudantes e micro living, a Savills identificou que a oferta é mais baixa em Roma, com uma população estudantil de 220.500, mas apenas 6.500 camas (3%), seguido pela cidade do Porto (3,5%), Florença (3,8%), Barcelona (4,9%) e Madrid (5,7%). Estas cidades oferecem, portanto, as melhores oportunidades imediatas para os investidores, já que muitos têm fortes populações de estudantes internacionais.

Marcus Roberts, Diretor de Residential Capitais Markets da Europa da Savills, comenta: “Itália está a demonstrar ser um mercado atraente para os investidores, onde a oferta é baixa e a qualidade do alojamento existente está ultrapassada. A procura é forte, mas um produto comparável limitado reflete a natureza emergente das residências universitárias, e o mercado ainda não está totalmente testado. As cidades espanholas e algumas cidades portuguesas também são caracterizadas por níveis extremamente baixos de oferta, registando uma procura elevada e uma forte subida no mercado de arrendamento. Temos atualmente investidores de private equity particularmente ativos no mercado ibérico, com Espanha a verificar um volume recorde de investimentos no setor de alojamento para estudantes nos últimos 12 meses.”

Alexandra Gomes, Analyst, Research Department comenta: “Para o mercado português, a consultora Savills Portugal aponta como uma das tendências mais fortes para o ano 2019 a diversificação do investimento por classes de ativos alternativas, como é o caso das Residências de Estudantes e Residências Sénior (Senior Living). As cidades de Lisboa e Porto são duas das cidades da Europa do sul que mais têm estado no radar de vários operadores internacionais que têm adquirido diversos terrenos para promoção de residências de estudantes e que irão contribuir para responder a uma elevada procura, com contínuas perspetivas de evolução positiva.

Atualmente, o mercado português conta já com a presença sólida de reconhecidos investidores e promotores como a Temprano Capital Partners, MPC Capital Group, Milestone, TPG Real Estate, Round Hill Capital e The Student Hotel e continua a somar a entrada de novos players no mercado”.

“Com a grande percentagem do mercado de acomodações para estudantes ainda a ser operada no mercado informal e não profissionalizado de arrendamento, o mercado PBSA continuará a apresentar-se como uma das opções de investimento com maior potencial, com oferta de taxas de rentabilidade superiores às classes de ativos tradicionais e menos voláteis a possíveis riscos socioeconómicos.  O mercado de Senior Living, ainda que revele um peso residual comparativamente a outras classes de ativos, começa a dar sinais de atividade e a reunir o interesse de investidores. O ano 2018 foi prova disso com o mercado a fechar algumas transações de investimento neste segmento.

Todos os segmentos acima mencionados revelam acima de tudo uma maior apetência para o risco por parte dos investidores, com vista em retornos mais elevados e também uma maior abertura para a concretização de joint-ventures que unem diferentes expertises e valências em prol da garantia de sucesso de um projeto”, conclui a responsável.

Samuel Vetrak, CEO da StudentMarketing, acrescenta: “Em termos de tendências gerais, o alojamento para estudantes na Europa é amplamente considerado como uma classe de ativos estabelecida com liquidez suficiente. Há um número crescente de investidores, inclusive estrangeiros e institucionais, que têm investido em alojamento para estudantes como estratégia de diversificação do seu portfólio e obter taxas de rendimento mais altas do que nas classes de ativos tradicionais. Além disso, os investidores apreciam o fato de o alojamento para estudantes ser considerado uma classe de ativos resiliente à recessão, já que o número de estudantes internacionais cresceu constantemente, mesmo durante a crise de há uma década ”.

A Savills avança que o alojamento para estudantes alcançou outro ano recorde em 2017, com 17,5 mil milhões de dólares investidos globalmente, 4% acima dos 16,9 mil milhões de 2016. O Reino Unido e a Europa Ocidental responderam por mais de metade desse investimento (51%, 8,9 mil milhões), um aumento de 35% relativamente aos 6,6 mil milhões investidos em 2016. O Reino Unido, a Alemanha e Espanha foram os mercados de alojamento para estudantes mais ativos da Europa.

A consultora Savills destaca também o movimento de algumas operadoras de alojamento para estudantes para os setores multifamiliar e de co-living, assim como as oportunidades que este movimento abre para os investidores que procuram distribuir o risco por diversos tipos de ativos. O investimento no setor multifamiliar ultrapassou, em oito dos principais mercados europeus, os €27 mil milhões no ano passado, ainda uma fração do volume dos EUA, mas aumentou 19% desde 2013.

Roberts acrescenta: “À medida que a qualidade da gestão melhorou e as operadoras fortaleceram as suas marcas, e com muitos mercados com falta de stock privado administrado profissionalmente, fornecedores como The Fizz e Milestone estão a apostar na colocação no mercado de novos projetos para satisfazer a procura. No Reino Unido, o setor multifamiliar ainda é um setor jovem, com um volume total de investimentos de £2,6 mil milhões em 2017 - apenas 18% dos volumes da Alemanha, mas 20% acima de 2016. No ano passado, 70% dos negócios foram feitos através de financiamento ou aquisição a prazo. O foco no desenvolvimento de novos projetos provavelmente impulsionará a atividade futura de transações”.

 

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