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Flex offices em 2026: cinco tendências que vão redefinir o mercado europeu ​

A procura por espaços de escritórios flexíveis continua em forte crescimento em toda a Europa, e o mais recente levantamento da Workthere, plataforma global da Savills dedicada ao mercado de flex offices, destaca as cinco principais tendências que irão marcar o setor em 2026, segundo Cal Lee, Global Head da Workthere.

1) Foco no essencial: o que as empresas realmente valorizam
De acordo com o Workthere Flexmark Survey 2025, os três fatores mais procurados pelos ocupantes são salas de reunião, cabines telefónicas e zonas de colaboração, muito à frente de comodidades como terraços (10.º lugar) ou proximidade a ginásios (12.º). A conclusão é clara: em 2026, os operadores deverão concentrar-se primeiro em garantir a funcionalidade e a qualidade dos aspetos básicos antes de investir em extras.

2) Expansão em vista
O mesmo estudo revelou que 85% dos operadores planeiam expandir a sua oferta em 2026, sinalizando um elevado nível de confiança no segmento. Esta previsão aponta para um aumento da presença de operadores já consolidados a nível nacional e, progressivamente, para uma expansão transfronteiriça dentro da Europa.

3) A ascensão dos management agreements e contratos híbridos
Modelos de gestão e contratos híbridos (renda base com partilha de lucros) estão a tornar-se o formato de crescimento preferencial no mercado europeu. A percentagem de operadores que adota este modelo cresceu de 45% em 2023 para 63% em 2025 e, no Reino Unido, já domina o setor com cerca de 78%, com a Workthere a antecipar que este modelo ultrapasse os 70% do total em 2026, à medida que mais proprietários em mercados como Alemanha, França e Polónia exploram esta opção.

4) Novos mercados em destaque: Médio Oriente em expansão
Cidades como Dubai e Riade registam atualmente algumas das tarifas médias de secretária prime mais elevadas do mundo, refletindo uma forte procura e oferta limitada. A renda mensal média de secretárias prime situa-se em torno dos 1.089 e 1.066 dólares, respetivamente, ultrapassando mercados maduros como Paris, Berlim e Amesterdão e atraindo uma entrada significativa de operadores internacionais, especialmente na Arábia Saudita, impulsionados pelos Giga Projects em desenvolvimento.

5) As grandes empresas reforçam o uso de flex offices
As empresas corporativas continuam a ganhar peso neste segmento, passando de uma presença tradicionalmente associada a startups para um papel central nas estratégias imobiliárias. Atualmente, já representam uma fatia relevante dos ocupantes de espaços flexíveis na região EMEA e, em mercados europeus como Berlim, Manchester ou Varsóvia, as empresas ocupam mais de 50% do total de espaços flexíveis.

Um mercado em constante evolução
“O mercado flexível é, por natureza, dinâmico. Em 2026, continuaremos a assistir à sua evolução e maturação, com os operadores a adaptarem-se rapidamente às novas exigências das empresas”, conclui Cal Lee, Global Head da Workthere.

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