Notícias da Savills

São Francisco e Nova Iorque no topo do Tech Cities Index 2025

Cidades norte‑americanas representam metade do top 10 das Tech Cities e 40% do top 30. Londres sobe ao terceiro lugar

São Francisco e Nova Iorque mantêm as duas primeiras posições no Savills Tech Cities Index 2025, com a cidade californiana a beneficiar do avanço rápido da inteligência artificial (IA), enquanto Londres sobe de quarto para terceiro lugar.

Segundo a consultora internacional, as cidades norte americanas constituem metade do top 10 das Tech Cities e 40% do top 30, o que confirma a posição dominante dos Estados Unidos na tecnologia global.
Após vários anos de ajustamento, a cidade regista uma procura de escritórios acima da média e um aumento de 10,5% nas rendas prime no último biénio, com o sector tecnológico a responder por 70% dos maiores novos contratos de ocupação.

Nova Iorque ocupa o segundo lugar, com uma base tecnológica diversificada, apoiada por talento qualificado e pelo seu papel como polo cultural e de estilo de vida.

Londres puxa pelo tech europeu
Na Europa, Londres sobe ao terceiro lugar, tornando se a Tech City com maior número de universidades de topo, o que impulsiona a inovação e a formação de quadros altamente qualificados. A cidade destaca se ainda pela sua especialização em Fintech, CleanTech, DeepTech e IA.

Depois de Londres, o índice posiciona Paris em 15.º, Berlim em 19.º, Estocolmo em 22.º, Amesterdão em 24.º e Munique em 25.º. A capital dos Países Baixos sobe cinco lugares, com o financiamento em DeepTech e FinTech a mais do que duplicar desde 2023, enquanto Barcelona (39.º) e Madrid (45.º) avançam mais de 10 posições, em linha com o reforço da economia espanhola e o aumento de profissionais altamente qualificados.

Lisboa, por sua vez, não integra ainda o top 100, apesar de surgir em outros índices da Savills como um destino em ascensão para talento internacional e trabalho remoto qualificado.

Oriente reforça peso no mapa global da tecnologia
No Médio Oriente, o Dubai sobe 20 lugares para a 43.ª posição, impulsionado pelas estratégias nacionais para a IA, pelo forte crescimento demográfico e empresarial e pela elevada atratividade em termos de estilo de vida.

Na região Ásia Pacífico, Singapura entra no top 10, subindo três lugares para 9.º, apoiada na estabilidade política e regulatória, na qualidade das infraestruturas e num ambiente de negócios robusto, enquanto Seul sobe quatro posições e ocupa agora o 10.º lugar.

O aumento da riqueza urbana, os fluxos de migração e o reforço das políticas de apoio à IA, computação quântica e biotecnologia sustentam este desempenho, com ambas as cidades a registarem uma taxa de disponibilidade de escritórios reduzida e uma oferta limitada, o que mantém as rendas em alta.

Na China, seis cidades integram o top 30, com Xangai em 5.º e Pequim em 6.º lugares, impulsionadas pela dimensão do mercado interno e pelo dinamismo das empresas de tecnologia locais.

Paul Tostevin, Head of World Research da Savills, afirma que a indústria tecnológica atravessa uma transformação profunda impulsionada pela IA, mas o capital humano continua a ser o principal ativo do setor. E acrescenta: “As cidades que surgem mais bem posicionadas no nosso índice combinam uma vida urbana dinâmica com uma forte oferta cultural e de estilo de vida. Já os grandes polos, com a diversidade de oferta, bases empresariais alargadas e uma reserva profunda de talento, continuam a dominar o top 10. Para investidores, proprietários e promotores, uma Tech City traduz se num aumento da procura de imobiliário, seja em mais espaço de escritórios para empresas tecnológicas, seja em habitação capaz de responder às necessidades de uma força de trabalho altamente qualificada e móvel”.

No âmbito do programa de thought leadership da Impacts, o índice criado em 2015 analisa o ambiente de negócios e tecnológico, a dinâmica urbana e o bem estar, o talento e o peso de vários subsectores tecnológicos em 100 cidades em todo o mundo.

Recommended articles