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Escritórios do Futuro

O futuro dos escritórios deverá passar por um modelo híbrido, em que cada empresa deverá encontrar o equilíbrio entre o trabalho presencial e o trabalho remoto. No futuro, os espaços de trabalho, do ponto de vista do seu desenho, serão reinventados, através da implementação de mais tecnologia, flexibilidade e com uma preocupação adicional sobre o impacto que poderão causar na saúde e bem-estar dos seus utilizadores. 

A lógica da monitorização dos espaços de trabalho através de sensores que vão ajudar na gestão de ocupação dos espaços, bem como na recolha de dados de conforto irá ser bastante utilizada. Imagine entrar no escritório e verificar automaticamente quais os lugares que estão disponíveis para nos sentarmos e marcar o lugar sem ter de andar à procura de um que esteja vazio? É uma lógica que, apesar de já existir antes da Pandemia, agora se vai tornar muito mais recorrente nos projetos de escritórios. Este tipo de tecnologia leva-nos a acreditar que o posto-fixo não será uma realidade do futuro, ou a manter-se será em número muito reduzido, pois com a implementação de sistemas de rotatividade será necessário que os espaços de trabalho se tornem mais flexíveis. 

A Sustentabilidade também será uma preocupação, quer na escolha de materiais de acabamentos, quer nas opções técnicas adotadas, com o objetivo de reduzir consumos energéticos que permitam diminuir a pegada ecológica e o impacto que tem gerado no meio ambiente. 

Com estes avanços ao nível tecnológico, uma coisa teremos como certa: os espaços de trabalho vão continuar a desempenhar um papel de enorme importância na manutenção de uma cultura empresarial que atrai e retém talento e no desejável equilíbrio entre a vida profissional e pessoal que por mais híbrida que se torne, deve ter em conta as suas diferentes formas, objetivos e modo como é vivido cada momento do nosso dia-a-dia. É também aqui que encontramos o grande desafio para as empresas nos pós-Pandemia – a criação de espaços de trabalho cada vez mais desenhados com base no user experience.

 

Fonte: Artigo de Opinião do Arquiteto Pedro Gomes publicado na Revista Líder de 01 de Abril.

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