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Portugal cresce 35% na atividade de investimento no 1º semestre do ano

Segundo a consultora imobiliária internacional SAVILLS, durante o primeiro semestre do ano, o volume total de investimento na Europa ultrapassou os 97 mil milhões de euros. Embora esteja 5% abaixo do volume de negócios em igual período de 2017, mantém-se 42% acima da média dos últimos 10 anos. A Holanda e a Polónia assumiram especial destaque, tendo registado um crescimento anual de 176% e 100% na atividade de investimento respetivamente, seguidas pela Irlanda (94%) e Portugal (35%).

A participação nos principais mercados permanece inalterada, representando ainda 65% do volume total. Embora os volumes de investimento do primeiro semestre de 2018 estejam ligeiramente abaixo relativamente a 2017 no Reino Unido (-9%) e na Alemanha (-7%), na França aumentaram 27% comparativamente com o primeiro semestre de 2017 devido às eleições presidenciais. Os desenvolvimentos urbanos a nível de infraestruturas necessários para o projeto Grand Paris e para os Jogos Olímpicos de 2024, assim como um panorama político mais favorável, são sinais positivos que estão a atrair investidores para França, mais particularmente para a região de Paris.

A procura de investimentos no setor de escritórios mantém-se alta, alicerçada por fortes indicadores: as taxas de disponibilidade de escritórios mantêm-se extremamente baixas em todas as principais cidades europeias e o volume de atividade nos setores de investimento de solo ainda é insuficiente para corresponder à atual procura. Embora as yields dos escritórios em zonas prime CBD mostrem sinais de estabilização, as yields em zonas CBD secundárias e as prime em zonas não CBD permanecem sob forte pressão em baixa, resultando num aumento de preços. Em média, em toda a Europa, movimentaram-se 22 e 31 pontos base respetivamente, resultando numa redução dos desvios de rendimentos. A yield média para escritórios não CBD está atualmente nos 4.9%, abaixo da média de escritórios em zonas CBD secundárias (5%), refletindo a forte procura dos investidores por ativos de primeira linha, também fora da zona CBD.

A Europa ainda atrai capital estrangeiro, o qual correspondeu a metade do volume total, mantendo-se em linha com a média dos últimos 5 anos. No entanto, o investimento de origem estrangeira durante o primeiro semestre deste ano proveio principalmente de países europeus, enquanto os investimentos americanos e asiáticos na Europa diminuíram em relação ao ano transato. O capital americano está a afastar-se progressivamente de estratégias oportunistas, para se focar em estratégias core. A diminuição da entrada de capital asiático deve-se essencialmente à restrição do governo chinês aos investimentos externos enquanto, por outro lado, se mantém o interesse por parte de investidores da Coreia e Singapura.

Os escritórios continuarão a ser o setor preferencial na Europa nos próximos 12 meses, embora a procura dos investidores por ativos alternativos e de logística continue a aumentar, de acordo com a SAVILLS.

Marcus Lemli, Diretor de Investimento Europeu da Savills, menciona: “Estamos a assistir a uma desaceleração da dinâmica de mercado na Europa mas, ao mesmo tempo, os indicadores permanecem positivos apesar dos riscos políticos. Assim, acreditamos que o ciclo atual pode manter-se durante algum tempo. O interesse dos investidores internacionais e domésticos no setor imobiliário europeu mantém-se elevado e esperamos que o volume de investimento comercial em 2018 esteja amplamente em consonância com o ano anterior.”

Lydia Brissy, Diretora de Research Europeu da Savills, acrescenta: “A maioria dos investidores na Europa ainda está à procura de ativos seguros em localizações privilegiadas em todos os setores mas cada vez mais são forçados a aumentar a sua curva de risco. Uma vez que a logística está a tornar-se parte integrante de estratégias bem-sucedidas no retalho multicanal, a procura por ativos logísticos está a aumentar, enquanto os investidores restringem a sua exposição no setor de retalho tradicional a locais ultra-primeque cimentam acordos sólidos.”

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